Eles preferem o “tigrinho” à faculdade — e isso pode custar caro ao Brasil

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Você acreditaria se te dissessem que milhares de jovens brasileiros estão trocando a faculdade pelo “tigrinho”? Pois é, essa é a nova realidade em 2025.

O vício no “tigrinho” faz 1 em cada 3 jovens adiar a faculdade. Entenda como as apostas online afetam o futuro do Brasil.
Foto: boardingschools

Com a promessa de dinheiro fácil, plataformas como o famoso “tigrinho” estão virando prioridade — e o futuro da educação está ficando para depois.

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Uma nova prioridade: o vício no “tigrinho” cresce entre os jovens brasileiros

A realidade de muitos jovens brasileiros em 2025 chama atenção e, mais do que isso, preocupa. De acordo com uma pesquisa feita com mais de 11 mil pessoas entre 18 e 35 anos, cerca de um terço decidiu adiar o início da graduação. E o motivo surpreende: o gasto excessivo com apostas online.

Jogos como Fortune Tiger — popularmente conhecido como “tigrinho” — deixaram de ser apenas uma distração e, com o tempo, se tornaram prioridade. Muitos jovens, portanto, agora optam por apostar, mesmo sabendo que isso significa abrir mão da faculdade, da vida social e até da saúde física.

Para se ter uma ideia da gravidade, 43% dos jovens das classes D e E afirmam que só conseguiriam estudar se parassem de apostar. Além disso, 45% deles já gastam mais de R$ 350 por mês com apostas — um salto preocupante em relação aos 31% registrados em 2024.

Esse vício, porém, não afeta apenas a educação. Ele impacta também os relacionamentos e a saúde. Cerca de 28% dos entrevistados relataram que deixaram de sair com amigos para apostar, enquanto 24% abandonaram a academia pelo mesmo motivo.

O impacto das apostas online do tigrinho na educação

A pesquisa revelou números que não deixam dúvidas: as apostas online estão influenciando diretamente as decisões educacionais de milhares de brasileiros. No Nordeste, 44% dos entrevistados afirmaram que adiaram a faculdade por causa das apostas. No Sudeste, esse índice chega a 41%.

E para quem já está matriculado, a situação também é delicada. Cerca de 14% dos estudantes relataram atrasos nas mensalidades ou trancamentos de curso por falta de dinheiro, causado diretamente pelas apostas.

Esses dados expõem um cenário que se agrava com o tempo. Entre as classes D e E, 43% dos jovens disseram que só conseguiriam estudar se parassem de apostar. Ou seja, o vício já está comprometendo o presente e o futuro educacional de boa parte da população.

Quando a sorte vale mais que o conhecimento

A mentalidade de “ganhar dinheiro fácil” está superando o valor da educação e o tigrinho é a prova disso. Mais de 45% dos jovens já gastam mais de R$ 350 por mês com apostas online — um aumento considerável em relação aos 31% registrados no ano anterior.

O perfil mais comum entre os apostadores frequentes é de homens entre 26 e 35 anos. Muitos deles têm filhos, trabalham, mas dedicam tempo e dinheiro às apostas em jogos como o tigrinho pelo menos três vezes por semana.

O resultado disso? Um efeito dominó preocupante:

  • 28% deixaram de sair com os amigos para jogar;

  • 24% abandonaram a academia;

  • Várias metas pessoais e profissionais estão sendo postergadas indefinidamente.

Consequências econômicas a curto e longo prazo da popularização do tigrinho

No curto prazo: perda de produtividade e evasão escolar

Quando jovens em idade produtiva deixam de estudar para apostar, o mercado de trabalho sente. Empresas perdem talentos em potencial. O país, por sua vez, sofre com a desaceleração da qualificação profissional. Isso gera uma população menos preparada, com menor capacidade de inovação e menor competitividade no mercado global.

Além disso, a evasão escolar compromete políticas públicas de inclusão, além de aumentar a desigualdade social. Jovens que poderiam estar crescendo profissionalmente acabam estagnados, presos a um ciclo de promessas de lucros rápidos que raramente se concretizam.

No longo prazo: prejuízo para o PIB e aumento dos custos sociais

Ao longo dos anos, essa tendência pode impactar diretamente o Produto Interno Bruto (PIB). Com menos pessoas formadas e qualificadas, há redução na produtividade geral do país. Isso interfere na arrecadação de impostos, no crescimento de setores estratégicos e na capacidade do Brasil de se manter competitivo.

Outro ponto importante é o aumento dos custos com saúde mental e programas sociais. O vício em jogos, muitas vezes negligenciado, pode se transformar em um problema de saúde pública. O Estado acaba arcando com tratamentos, auxílio financeiro e políticas de contenção de danos.

Como combater esse cenário?

Apesar do avanço das apostas online, é possível reverter esse quadro. Educação digital, campanhas de conscientização e regulamentação mais rígida das plataformas de apostas são caminhos urgentes e viáveis.

Além disso, é essencial promover o debate dentro das famílias, escolas e comunidades. Incentivar o retorno à educação e mostrar o valor do esforço contínuo pode ser o primeiro passo para resgatar o futuro de milhares de jovens.

Decisão entre o acaso e o conhecimento

A notícia de que 1/3 dos jovens brasileiros preferem apostar no tigrinho, em vez de investir em educação, serve como um alerta urgente para toda a sociedade. A facilidade de acesso às plataformas de apostas online, por sua vez, tem atraído cada vez mais pessoas — mas os custos, tanto individuais quanto coletivos, são altos e continuam crescendo.

Se nada for feito, o país corre um sério risco: o de perder uma geração inteira para a ilusão do lucro fácil. Por isso, agora, mais do que nunca, é essencial priorizar políticas públicas que valorizem a educação e, ao mesmo tempo, desestimulem o vício. Afinal, a aposta mais segura para o futuro do Brasil ainda é o conhecimento.

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1 comentário em “Eles preferem o “tigrinho” à faculdade — e isso pode custar caro ao Brasil”

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