Cloudflare caiu: por que isso paralisou parte da internet nesta Terça-feira?

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Tentou abrir um site hoje e viu apenas uma tela de erro? Pois é — não foi só com você. Na manhã desta terça-feira (18), muitas pessoas ao redor do mundo não conseguiram acessar serviços essenciais: desde bancos e redes sociais até lojas online e aplicativos de delivery. Afinal, o que aconteceu? Simples: o Cloudflare caiu. E, surpreendentemente, isso foi o suficiente para derrubar um pedaço significativo da web. Mas por que uma única empresa tem tanto poder sobre a internet? Vamos entender — e, mais importante, o que isso significa para sua segurança digital e seus negócios online.

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Site que usam a tecnologia aprensetam essa tela: erro 500

O que é o Cloudflare e por que ele é tão importante?

O Cloudflare não é um site, nem um provedor de internet comum. Na verdade, ele é uma rede de proteção e aceleração para sites e aplicativos. Imagine que, toda vez que você acessa um site, o pedido passa por uma “porta blindada” que filtra ataques, acelera o carregamento e distribui o tráfego. Pois é: milhões de empresas — de startups a gigantes como Shopify, Discord e até governos — usam essa “porta” diariamente.

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Além disso, o Cloudflare atua como um DNS (Sistema de Nomes de Domínio), traduzindo endereços como *www.seusite.com.br* em números de IP que os computadores entendem. Por isso, quando o serviço falha, é como se o GPS da internet travasse: os pacotes de dados simplesmente não sabem para onde ir.

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De acordo com comunicados oficiais, o problema teve origem em uma atualização de configuração interna que causou uma falha em cascata nos servidores de borda — ou seja, nos pontos de contato mais próximos dos usuários ao redor do mundo. Consequentemente, requisições HTTP e consultas DNS começaram a retornar erro 502 (Bad Gateway) ou simplesmente travaram.

Por outro lado, nem todos os sites foram afetados igualmente. Empresas que usam redundância — como ter backups com outros provedores de CDN (Rede de Entrega de Conteúdo) — conseguiram manter parte da operação. Já quem depende exclusivamente do Cloudflare viu seu tráfego desabar por quase duas horas.

E os impactos financeiros? Não foram pequenos

Aliás, só para ter uma ideia: cada minuto de downtime pode custar às grandes empresas mais de R$ 500 mil em vendas perdidas, suporte sobrecarregado e danos à reputação. Em resumo, uma interrupção de 90 minutos pode gerar prejuízos na casa dos milhões — sem contar o custo de recuperação técnica e de comunicação de crise.

O que isso ensina para quem tem negócio online?

Primeiro: nunca coloque todos os ovos na mesma cesta digital. Terceirizar segurança e desempenho é vantajoso, sim — mas diversificar fornecedores críticos é essencial. Além disso, revisar regularmente seu plano de contingência (como fallback de DNS ou cache local) pode fazer toda a diferença num cenário assim.

Portanto, se você tem um e-commerce, blog, app ou serviço baseado na web, vale a pena responder agora: o que aconteceria com seu negócio se o Cloudflare caísse de novo amanhã? Se a resposta for “não sei”, é hora de conversar com seu time técnico — ou com um consultor especializado.

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Internet é frágil — e isso é normal

A queda do Cloudflare não foi um apocalipse, mas um lembrete poderoso: a infraestrutura digital moderna é incrivelmente eficiente… e profundamente interconectada. Diante disso, em vez de pânico, o melhor caminho é preparação. Afinal, falhas acontecem — o que muda é a resiliência de quem depende delas.

Assim, fique atento às atualizações dos serviços que você usa, mantenha backups funcionando e, acima de tudo, entenda que até a nuvem tem dias nublados. E quando isso acontecer? Você já saberá o que fazer.

Fonte: Cloudflare caiu

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