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O ano de 2025 entrou para a história da indústria automotiva — e não foi por acaso. Pela primeira vez, a chinesa BYD ultrapassa Tesla e se torna a maior fabricante de carros 100% elétricos do mundo. Mas como isso aconteceu tão rápido? E o que isso significa para o futuro da mobilidade sustentável?
Como a BYD ultrapassa Tesla na corrida dos elétricos
Em 2025, a BYD vendeu impressionantes 2,26 milhões de veículos totalmente elétricos. Enquanto isso, a Tesla entregou apenas 1,63 milhão — uma diferença de mais de 600 mil unidades. Ou seja, não foi uma ultrapassagem apertada: foi uma mudança de patamar.
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Além disso, a montadora de Shenzhen já dominava o mercado quando consideramos também os híbridos plug-in. No total, foram 4,55 milhões de veículos vendidos no ano — sendo 2,29 milhões híbridos (com leve queda de 8% nesse segmento) e 57 mil veículos comerciais elétricos, como ônibus e caminhões. E não é à toa que esse número dobrou em relação ao ano anterior.
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O segredo por trás do crescimento da BYD
Primeiramente, a estratégia da BYD foi clara desde o início: dominar toda a cadeia de produção, desde as baterias até a montagem final. Fundada em 1995 como fabricante de baterias por Wang Chuanfu — frequentemente comparado a Elon Musk —, a empresa transformou seu domínio tecnológico em vantagem competitiva.
Além disso, a marca entendeu melhor que muitas rivais que, em muitos mercados, os consumidores ainda têm dúvidas sobre infraestrutura de recarga. Por isso, os híbridos plug-in continuam sendo uma escolha popular — e estratégica — enquanto a rede de carregadores não amadurece globalmente.

E a Tesla? O que aconteceu com o líder de tantos anos?
Depois de quase uma década no topo, a Tesla enfrenta uma série de desafios sem precedentes. Em primeiro lugar, o crescimento global de veículos elétricos está desacelerando — e isso forçou as montadoras a reduzir preços agressivamente.
Por outro lado, políticas governamentais mudaram drasticamente. Nos Estados Unidos, o fim de subsídios para carros elétricos e o recuo nas metas de descarbonização — especialmente sob a presidência de Donald Trump — afetaram diretamente as vendas da empresa.
Aliás, no quarto trimestre de 2025, a Tesla entregou apenas 418.200 veículos, número 9% inferior ao mesmo período de 2024 e abaixo das expectativas dos analistas. Diante dessa pressão, a própria empresa divulgou uma previsão interna reduzida antes do fim do ano — algo incomum para uma companhia que sempre apostava em otimismo público.
Por fim, a relação entre Elon Musk e a política norte-americana se deteriorou. O que começou como uma aliança promissora virou tensão aberta — e isso claramente influenciou o ambiente regulatório e de incentivos para a marca.

BYD ultrapassa Tesla e abre um novo capítulo na indústria automotiva
A China, como um todo, também está colhendo os frutos de uma aposta estratégica. Marcas como SAIC, Chery, Omoda e Jaecoo vêm ganhando força no exterior — e as exportações de veículos chineses dispararam nos últimos anos.
Portanto, a liderança da BYD não é apenas uma vitória corporativa. É um sinal de que a transição energética global já tem um novo protagonista — e ele está muito bem preparado para liderar essa mudança.
Porém, uma pergunta permanece no ar: como a Tesla vai responder a essa nova realidade? Será que veremos uma reinvenção da marca? Ou será que os próximos anos consolidarão ainda mais o domínio chinês?
Uma coisa é certa: o jogo mudou. E, pela primeira vez, quem dita o ritmo não vem da Califórnia — e sim de Shenzhen.
E você, acha que essa mudança é definitiva? Compartilhe sua opinião nos comentários — adoraríamos saber o que pensa sobre esse novo capítulo da mobilidade elétrica!
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