De Vendedor de Bolos a Bilionário: A Jornada Inacreditável de Marciano Testa

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Marciano Testa entrou para o seleto grupo de bilionários brasileiros nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, depois que a Agi Inc. realizou sua abertura de capital na Bolsa de Nova York. Sua participação de 63% na empresa passou a valer aproximadamente US$ 1,1 bilhão, o equivalente a R$ 5,7 bilhões. Contudo, poucos sabem que tudo começou com bolos caseiros vendidos pela mãe quando ele tinha apenas 8 anos de idade.

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Raízes do Empreendedorismo na Infância

Filho de família com ascendência italiana e criado ao lado de cinco irmãos, Marciano demonstrou desde cedo uma inclinação natural para os negócios. Aos 8 anos, ele comercializava bolos preparados por sua mãe, transformando guloseimas caseiras em sua primeira fonte de renda. Mais tarde, aos 14 anos, ele decidiu experimentar a vida como funcionário e, por meio de uma indicação, conseguiu um emprego na Tramontina.

Essa experiência como empregado, no entanto, confirmou rapidamente sua verdadeira vocação. Após sentir na pele as limitações de trabalhar para terceiros, Marciano compreendeu que empreender seria seu caminho definitivo.

Primeiros Passos nos Negócios

Aos 17 anos, enquanto cursava Administração em Caxias do Sul, ele fundou sua primeira empresa no setor de confecção. Posteriormente, na fase adulta, ele inaugurou duas lojas físicas, mas infelizmente o negócio não prosperou conforme o esperado. Diante desse revés, Marciano não desistiu e, ao contrário, redirecionou seus esforços para a MMC Alimentos, uma distribuidora que demonstrou sua resiliência no mundo dos negócios.

A Virada Definitiva no Mercado Financeiro

Aos 23 anos, Marciano identificou uma oportunidade promissora no crédito consignado e, consequentemente, criou a Agiplan, uma plataforma que conectava correspondentes bancários a instituições financeiras. Com a regulamentação desse tipo de empréstimo, a fintech alcançou um volume expressivo de negócios e, entre 2007 e 2010, movimentou cerca de R$ 550 milhões mensalmente.

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Construindo o Império do Agibank

Em 1999, Marciano lançou o Agibank no Rio Grande do Sul, inicialmente como uma financeira tradicional. Com o passar dos anos, ele investiu pesado em tecnologia para transformar a instituição em um banco digital competitivo. Atualmente, a fintech opera com um modelo híbrido que combina plataforma digital e mais de 1.000 smart hubs físicos espalhados pelo país.

O banco direciona seu foco principalmente para empréstimos consignados destinados a aposentados e pensionistas do INSS, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios. Hoje em dia, o Agibank atende 6,4 milhões de clientes ativos, e 86% de sua carteira compõem-se por operações com garantia, incluindo crédito consignado e cartão consignado.

O Dia em que o Sonho se Tornou Realidade

A abertura de capital na Bolsa de Nova York marcou o ápice da trajetória empreendedora de Marciano Testa. Com o preço de fechamento das ações em US$ 10,75, sua participação majoritária na empresa transformou-se oficialmente em patrimônio bilionário. Dessa forma, décadas de persistência no competitivo mercado brasileiro materializaram-se em um dos maiores sucessos do empreendedorismo nacional recente.

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Desafios no Caminho do Crescimento

Recentemente, o Agibank enfrentou questionamentos na CPMI do INSS. Segundo Gilberto Waller Júnior, presidente do instituto, investigadores apontaram a fintech como a instituição com maior número de empréstimos irregulares identificados na investigação. Especificamente, a equipe detectou aproximadamente 2 mil contratos concedidos a beneficiários que já haviam falecido.

Vale ressaltar que a legislação exige atendimento presencial para concessão de crédito consignado a aposentados. Por isso, o Agibank destaca em suas operações a rede de smart hubs físicos como diferencial competitivo e requisito legal.

O Legado de uma Trajetória Empreendedora

A trajetória de Marciano Testa revela lições valiosas para quem deseja empreender no Brasil. Primeiramente, ele provou que o início humilde não define o destino. Em seguida, demonstrou que fracassos fazem parte do processo natural de crescimento. Por fim, identificar oportunidades em setores regulamentados pode gerar negócios sustentáveis e escaláveis.

Sua trajetória empreendedora inspira novas gerações a enxergarem além das dificuldades momentâneas. Afinal, o menino que vendia bolos caseiros aos 8 anos construiu um império financeiro que hoje impacta milhões de brasileiros e reforça o potencial do empreendedorismo nacional.

Fonte: Correios24horas

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