Bolsa Pistola: você sabe como poderá financiar sua primeira arma com ajuda do governo?

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Você já ouviu falar na Bolsa Pistola? Recentemente, a Câmara dos Deputados deu um passo importante ao aprovar, na Comissão de Segurança Pública, um projeto que pode facilitar o acesso à primeira arma de fogo por cidadãos brasileiros. A proposta, que ganhou esse apelido informal, prevê isenção de impostos e linhas de financiamento em bancos públicos. Portanto, se você busca entender como funciona e quem pode se beneficiar, continue lendo.

Câmara aprova ‘Bolsa Pistola’

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O que é a Bolsa Pistola e quem está por trás da ideia?

O projeto de lei, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), institui a Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo (PNAPAF). Dessa forma, a Bolsa Pistola não é um programa assistencial, mas sim um conjunto de benefícios fiscais e creditícios para quem deseja adquirir legalmente seu primeiro armamento. Além disso, o parecer aprovado foi relatado pelo deputado Zucco (PL-RS), na forma de substitutivo, reforçando o apoio da chamada “Bancada da Bala” à matéria.

Quem poderá solicitar os benefícios da Bolsa Pistola?

Para ter direito, o cidadão precisa ser brasileiro nato ou naturalizado, estar em situação regular perante a Receita Federal e não possuir registro anterior de arma de fogo. Assim, a medida visa alcançar pessoas que ainda não têm posse de arma, mas buscam proteção legal. Vale destacar que, mesmo com os incentivos, a compra dependerá de autorização da Polícia Federal ou do Exército, conforme as regras já existentes na legislação.

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Grupos considerados prioritários na proposta

O texto aponta perfis específicos que terão prioridade no acesso aos benefícios. São eles: vítimas de violência doméstica com medida protetiva vigente, pessoas que sofreram crimes contra a vida ou o patrimônio, moradores da zona rural e cidadãos com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos — atualmente R$ 8.105. Dessa maneira, a proposta busca equilibrar segurança pública e inclusão social.

Quais incentivos fiscais e financeiros a Bolsa Pistola oferece?

A proposta concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto de Importação (II) e das contribuições ao PIS/Pasep e Cofins. Consequentemente, o preço final da arma pode cair significativamente. Além disso, o projeto prevê a possibilidade de subsídios — totais ou parciais — e financiamento por meio de bancos públicos, com condições favorecidas. Assim, a Bolsa Pistola tenta tornar o acesso à arma mais viável financeiramente para quem se enquadra nos critérios.

Câmara aprova ‘Bolsa Pistola’

Como está a tramitação do projeto na Câmara?

Após a aprovação na Comissão de Segurança Pública, a matéria ainda precisa passar pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e, em seguida, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se receber aval nos dois colegiados, seguirá diretamente para análise do Senado. A votação ocorreu de maneira simbólica, sem registro nominal de votos, e não houve manifestação contrária durante a análise, uma vez que a comissão é formada majoritariamente por parlamentares ligados à segurança pública.

O que dizem os bastidores políticos sobre a Bolsa Pistola?

Apesar do avanço nas comissões, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem afirmado a interlocutores que a matéria enfrenta resistência e não deve prosperar facilmente. Portanto, mesmo com apoio de parte do Legislativo, o caminho até a sanção presidencial ainda é incerto. Caso seja aprovada também no Senado, o texto dependerá de sanção presidencial para entrar em vigor.

Câmara aprova Bolsa Pistola

Próximos passos: o que pode acontecer agora?

A tramitação ocorre em caráter conclusivo. Isso significa que, se for aprovado nas comissões, o projeto seguirá ao Senado sem necessidade de votação no plenário da Câmara. No entanto, caso ao menos 52 deputados apresentem recurso, o texto será analisado pelo conjunto dos parlamentares. Assim, a mobilização política nas próximas semanas será decisiva para o futuro da Bolsa Pistola.

Se você se identifica com os critérios ou acompanha de perto o debate sobre segurança pública, vale ficar atento aos desdobramentos. Por fim, compartilhe sua opinião nos comentários: você acredita que medidas como essa contribuem para a proteção cidadã ou trazem riscos à sociedade? Sua voz importa nessa discussão.

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