Como usar o 13º salário com consciência e virar 2026 no azul

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Receber o 13º salário é sempre um alívio — mas, paradoxalmente, também um dos momentos de maior risco financeiro do ano. Portanto, em vez de ceder à pressão das festas, das promoções ou da sensação de “recomeço”, é essencial agir com planejamento. Além disso, como destaca a especialista em finanças e tributação Adriana Melo, o verdadeiro benefício do décimo terceiro só é alcançado quando ele é usado com consciência, propósito e equilíbrio.

Desse modo, este guia prático traz orientações claras — seja você endividado, em recuperação financeira ou já com as finanças organizadas — para que você realmente saiba como usar o 13º salário sem comprometer o próximo ano.

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o que fazer quando receber o décimo terceiro salário

Por que planejar como usar o 13º salário é mais urgente do que parece

Embora dezembro traga a promessa de renovação, também concentra gatilhos de consumo intensos: Black Friday, Natal, Réveillon, ofertas “irrecusáveis”… Contudo, ceder a impulsos pode levar a parcelamentos que só geram ansiedade em janeiro — um mês já carregado de despesas obrigatórias, como IPVA, IPTU e material escolar.

Assim sendo, Adriana Melo alerta: “Comprar emoção parcelada e receber ansiedade à vista é uma das maiores armadilhas do fim de ano.” Por isso, antes de pensar em investir ou presentear, o foco deve ser estabilidade: quitar dívidas, montar uma reserva mínima e planejar os gastos do início de 2026.

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Estratégias práticas para saber como usar o 13º salário com inteligência

Conforme a realidade financeira de cada pessoa, as prioridades mudam. Entretanto, todas as estratégias convergem para um único princípio: uso consciente. A seguir, veja as três abordagens mais eficazes.

1. Priorize quitar dívidas — principalmente as de juros altos

Em primeiro lugar, se você tem dívidas em aberto, saber como usar o 13º salário começa por aqui. Aliás, Adriana Melo é enfática: “Quem tem dívida, tem prioridade.” Ou seja, nenhuma outra decisão financeira faz sentido enquanto houver débitos corroendo seu orçamento mensal.

Além disso, a especialista destaca dois tipos de dívidas que merecem atenção imediata:

  • Dívidas caras: cartão de crédito, cheque especial e empréstimos com juros acima de 10% ao mês;
  • Dívidas emocionais: valores devidos a familiares ou amigos — quitar essas obrigações traz alívio psicológico e reforça relacionamentos.

Portanto, antes de pensar em investir, use parte (ou todo) o 13º para negociar, quitar ou reduzir significativamente essas pendências. Eventualmente, isso abrirá espaço para construir uma reserva de emergência — um passo essencial antes de avançar em outros objetivos.

2. Invista com coerência — não com pressa

Uma vez que as dívidas estão sob controle e existe uma reserva mínima (equivalente a 1–3 meses de despesas), então sim: como usar o 13º salário pode incluir investimentos. No entanto, Adriana Melo reforça que o entusiasmo não deve substituir a análise racional.

Para tanto, ela recomenda três pilares para decisões mais sólidas:

  1. Objetivo: o que você quer conquistar? (ex: emergência, casa, educação)
  2. Prazo: quando precisará do dinheiro?
  3. Tolerância ao risco: até onde você aceita flutuações na rentabilidade?

Atualmente, com juros elevados, a renda fixa é a porta de entrada ideal — especialmente Tesouro Selic, CDBs pós-fixados (CDI) e LCIs. Logo, comece com produtos simples, mantenha a constância e só diversifique à medida que seu conhecimento cresce.

3. Planeje uma divisão equilibrada do valor

Mesmo que você já esteja em situação estável, não ignore o poder de uma divisão clara. Afinal, o 13º salário não é “sobras” — é parte do seu salário anual, antecipada. Por essa razão, a especialista sugere uma divisão prática e realista:

Destino Percentual Justificativa
Celebrações (presentes, ceia, viagem curta) 33% Permite viver o momento — sem exageros nem culpa.
Despesas de janeiro (IPVA, IPTU, material escolar) 33% Antecipa gastos obrigatórios e evita o “choque” pós-festas.
Reserva de emergência ou investimentos 34% Protege seu futuro e constrói independência financeira.

Aliás, Adriana Melo encerra com uma frase marcante: “A verdadeira liberdade financeira vem de começar janeiro sem pagar pela vida que você fingiu ter em dezembro.” Em outras palavras, equilíbrio hoje é prosperidade amanhã.

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Como usar o 13º salário é uma escolha — e não um acaso

Resumindo, saber como usar o 13º salário corretamente exige mais do que boas intenções: requer clareza, coragem para priorizar o essencial e disciplina para resistir às armadilhas do consumo.

Independentemente da sua situação atual, lembre-se: o melhor momento para organizar suas finanças é agora. Então, use esse benefício não como um bônus, mas como uma poderosa ferramenta de recomeço — com consciência, intenção e planejamento.

Finalmente, compartilhe essas dicas com quem você ama. Afinal, finanças saudáveis são o presente mais duradouro que podemos dar — para nós e para quem está ao nosso lado.

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1 comentário em “Como usar o 13º salário com consciência e virar 2026 no azul”

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