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Já ouviu falar da Fictor — aquela empresa que patrocina o Palmeiras — entrando no mundo dos bancos? Pois é: o grupo acaba de anunciar a compra do Banco Master com um aporte inicial de R$ 3 bilhões, em parceria com investidores dos Emirados Árabes.
Aliás, essa não é uma simples troca de nome. É o início de uma transformação profunda — e pode impactar diretamente quem tem dinheiro aplicado lá, especialmente em CDBs. Afinal, o que vai acontecer com seus investimentos? E por que essa movimentação chamou tanta atenção no mercado financeiro?
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O que é o fictor banco master, afinal?
A expressão “fictor banco master” ainda não é oficial — mas em breve será. Isso porque, após a conclusão da transação, o Banco Master deixará de existir com esse nome e passará a se chamar Banco Fictor. A mudança faz parte do plano estratégico da Fictor Holding Financeira para entrar com força no setor bancário.
No entanto, é importante destacar que a compra não inclui todos os ativos do antigo grupo Master. O Willbank e o Banco Master de Investimentos, por exemplo, estão sendo negociados separadamente. Já o Letsbank (ex-BlueBank) entra no pacote — o que reforça a aposta em canais digitais.
Quem está por trás da Fictor?
A Fictor não é um nome novo no Brasil, embora tenha ganhado visibilidade recentemente com o patrocínio ao Palmeiras. O grupo já atua em diversos setores: alimentos, agronegócio, infraestrutura e fintechs. Uma de suas subsidiárias, a FictorPay, inclusive, já foi notícia por um ataque hacker que desviou R$ 25 milhões de um cliente — um lembrete de que escalar rápido também traz desafios operacionais.
Portanto, a entrada no sistema financeiro regulado (com um banco sob supervisão do Banco Central) representa um passo estratégico: mais credibilidade, mais alcance e, consequentemente, mais responsabilidade.
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E os seus investimentos? O que muda agora?
Se você tem um CDB do Banco Master — aqueles que prometiam até 140% do CDI —, fique tranquilo: os títulos devem ser transferidos automaticamente para o novo Banco Fictor. Isso quer dizer que o contrato continua valendo, com as mesmas condições acordadas no momento da aplicação.
Nesse contexto, não há motivo para correria ou resgate antecipado. A obrigação de pagamento permanece com a instituição — só que, em breve, sob nova marca e nova governança. Ainda mais importante: todo o processo precisa ser aprovado pelo Banco Central e pelo Cade, o que adiciona uma camada extra de segurança ao consumidor.
E o que esperar do “novo” banco?
Segundo Rafael Góis, sócio da Fictor, o foco será em “produtos sólidos” e em “investir na economia real”. Isso sinaliza que o banco pode priorizar crédito para empresas e pessoas físicas com lastro em operações concretas — não apenas especulação financeira.
Por outro lado, o envolvimento de investidores árabes com mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão sugere que o novo banco pode buscar internacionalização futura ou acesso a linhas de crédito mais baratas no exterior. Em resumo: há potencial para inovação, mas também necessidade de transparência.

Vale ficar de olho — mas sem pânico
Diante disso, a melhor atitude é acompanhar com calma. Operações desse porte levam meses para serem concluídas — tempo suficiente para que o BC analise riscos, exija ajustes e assegure a estabilidade do sistema.
Enquanto isso, se você tem dinheiro no Master, verifique se os canais de comunicação do banco estão funcionando, mantenha seus comprovantes de investimento guardados e, claro, continue diversificando. Afinal, por mais segura que pareça uma aplicação, nunca se deve colocar todos os ovos na mesma cesta.
Assim, a chegada do fictor banco master pode ser uma boa notícia para quem busca alternativas no mercado — mas só se vier acompanhada de governança rigorosa, transparência e foco no cliente. E isso, só o tempo — e o regulador — vão confirmar.
Fonte: Palmeiras
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