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Carregar o carro em 5 minutos e sair com zero emissão de poluentes — só vapor d’água no escapamento? Parece ficção, mas não é. Enquanto o mundo debate gasolina, etanol, GNV e elétricos, a Hyundai está acelerando em uma pista menos óbvia: o hidrogênio. Afinal, será que essa tecnologia, ainda pouco conhecida no Brasil, pode ser uma alternativa realista? Diante disso, vamos entender como funciona, quanto custa, onde abastecer e por que a aposta pode mudar o jogo — mesmo em um país onde postos de hidrogênio ainda são raros.
O que é um Hyundai carro a hidrogênio — e como ele funciona?
O Hyundai Nexo, por exemplo, é um SUV movido exclusivamente por pilha de combustível de hidrogênio. Ou seja: não tem motor a combustão, nem bateria gigante como os elétricos. Ele combina hidrogênio (H₂), armazenado em tanques de alta pressão, com oxigênio do ar. A reação química gera eletricidade para mover o motor — e o único subproduto é água. Aliás, o carro até purifica o ar enquanto roda: segundo a Hyundai, o Nexo filtra partículas finas, devolvendo ar mais limpo ao ambiente.
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Vantagens reais diante de elétricos e híbridos
Comparado a um carro 100% elétrico, o carro a hidrogênio tem duas grandes vantagens práticas: tempo de abastecimento e autonomia. Enquanto um elétrico pode levar de 30 minutos a 12 horas para carregar (dependendo do carregador), o Nexo leva cerca de 5 minutos para encher os tanques — similar à gasolina. Além disso, sua autonomia ultrapassa os 600 km em condições reais, superando boa parte dos elétricos compactos. Por outro lado, o custo por quilômetro ainda é mais alto, principalmente pela falta de infraestrutura.
Hyundai carro a hidrogênio no Brasil: realidade ou sonho distante?
Por enquanto, o Nexo não é vendido oficialmente no Brasil — e há bons motivos. Em primeiro lugar, faltam postos de hidrogênio. Hoje, há apenas um ponto experimental em São Paulo, operado pela Petrobras em parceria com a Toyota. Consequentemente, sem rede de abastecimento, a adoção em massa é inviável. No entanto, isso pode mudar. A Hyundai já fechou parcerias globais para expansão da infraestrutura, e o governo brasileiro estuda incentivos para combustíveis verdes, incluindo o hidrogênio verde (produzido com energia renovável).

E o preço? Vale a pena hoje?
No exterior, o Nexo custa entre US$ 60 mil e US$ 70 mil — valor comparável a SUVs elétricos premium. Porém, sem impostos reduzidos ou subsídios (como há em países como Coreia do Sul e Alemanha), trazê-lo para o Brasil encareceria ainda mais. Ainda mais importante: mesmo com o carro na garagem, onde abastecer? Por isso, apesar do apelo tecnológico, a viabilidade econômica para o consumidor comum aqui ainda é baixa. Nesse contexto, o melhor uso inicial será em frotas institucionais ou logísticas — como ônibus, caminhões ou táxis em cidades-piloto.
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A Hyundai não está apostando no hidrogênio por modismo. A estratégia faz parte de um plano maior: diversificar rotas para a neutralidade de carbono. Enquanto os elétricos dominam o segmento urbano leve, o hidrogênio tem potencial em veículos pesados e longas distâncias — onde as baterias seriam muito grandes e pesadas. Além disso, o Brasil tem vantagens naturais: sol, vento e biomassa para produzir hidrogênio verde a baixo custo. Logo, mesmo que seu próximo carro não seja a hidrogênio, essa tecnologia pode impactar o preço dos combustíveis, o valor dos carros usados e até políticas públicas nos próximos 5 a 10 anos.

Em resumo: vale acompanhar, mas com os pés no chão
O hyundai carro a hidrogênio é uma prova de que a transição energética não tem um único caminho. É uma opção promissora, tecnologicamente madura e ambientalmente sólida — mas ainda depende de alinhamento entre indústria, governo e infraestrutura. Por isso, se você está pensando em trocar de carro agora, talvez um híbrido ou elétrico faça mais sentido. Mas fique de olho: daqui a alguns anos, abastecer com hidrogênio pode ser tão comum quanto passar no posto hoje. Afinal, o futuro não espera — ele é construído com escolhas conscientes, hoje.



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