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Você já começou a se organizar para o IRPF 2026? Se ainda não, calma: você está no lugar certo. A temporada da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física se aproxima e, embora não haja revoluções nas regras, a fiscalização da Receita Federal está mais atenta do que nunca. Portanto, prestar atenção aos detalhes faz toda a diferença para evitar sustos. Além disso, especialistas alertam: pequenos deslizes ainda são os maiores vilões que levam contribuintes à malha fina. Dessa forma, preparamos um guia prático, com calendário, dicas valiosas e os erros mais comuns — tudo para você declarar com tranquilidade e segurança.

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O que realmente muda no IRPF 2026?
Antes de tudo, é importante esclarecer: a declaração do IRPF 2026 refere-se aos rendimentos recebidos em 2025. Segundo Marcos Brito, advogado tributário do escritório Gaia Silva Gaede Advogados, não houve alterações significativas nas regras para este ano. Contudo, vale destacar uma pequena atualização na tabela do IRPF, realizada pela Lei nº 15.191/2025.
Por outro lado, as grandes novidades anunciadas pelo governo só entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. Portanto, elas só impactarão a declaração que será entregue em 2027. Nesse sentido, Alessandra Machado Scislovski, tributarista da Tahech Advogados, reforça que a estrutura da declaração permanece muito semelhante à do ano anterior. Assim, quem já declarou antes não precisa se preocupar com mudanças drásticas no formulário.
Calendário do IRPF 2026: datas que você não pode perder
Até o momento, a Receita Federal não divulgou oficialmente o cronograma do IRPF 2026. No entanto, com base nos últimos três anos, é muito provável que o período de entrega ocorra entre 16 de março e 29 de maio. Além disso, fique atento: o prazo para que empresas e instituições financeiras disponibilizem os informes de rendimento termina em 27 de fevereiro.

Organize-se com antecedência
Portanto, não deixe para a última hora. Assim que receber seus informes, comece a reunir documentos, comprovantes de despesas médicas, educacionais e demais dedutíveis. Dessa forma, você evita correrias e reduz significativamente o risco de cometer erros na hora de preencher a declaração.
Os erros que mais levam à malha fina — e como evitá-los
Você sabia que, no ano passado, 8,7% das declarações do IRPF ficaram retidas na malha fiscal? Desse total, mais de 66% foram liberadas após correção pelos próprios contribuintes. Ou seja: muitos problemas poderiam ter sido evitados com atenção redobrada. Segundo os especialistas, o principal motivo de retenção ainda é a omissão de rendimentos.
Confira os campeões de erro segundo a Receita Federal
- 32,6% – Deduções com despesas médicas: valores declarados sem comprovação adequada ou divergentes dos informes das instituições de saúde;
- 30,8% – Omissão de rendimentos: inclui salários, aluguéis, aplicações financeiras ou rendas de dependentes não declaradas;
- 16,0% – Outras deduções: como educação e previdência privada, sem documentação idônea;
- 15,1% – Diferenças no Imposto Retido na Fonte (IRRF): divergência entre o que você declarou e o que a fonte pagadora informou à Dirf.
Portanto, revise cada campo com cuidado. Além disso, guarde todos os comprovantes por pelo menos cinco anos. Dessa forma, se a Receita solicitar comprovação, você estará preparado.
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Renda extra, dois empregos ou recebimento de pessoa física: como declarar?
Se você recebeu rendimentos de mais de uma fonte, atenção redobrada. Marcos Brito explica: “A informação dos rendimentos recebidos de pessoa jurídica deve ser individualizada por CNPJ”. Ou seja, cada salário, pró-labore ou rendimento eventual precisa ser informado separadamente, considerando sua natureza e a fonte pagadora.
Recebeu de pessoa física? O carnê-leão entra em cena
Quem recebeu aluguéis, prestou serviços como autônomo ou teve qualquer renda vinda de pessoa física precisa ficar atento ao carnê-leão. Nesse caso, o imposto deve ser recolhido mensalmente. Caso contrário, ao declarar o IRPF 2026, o valor aparecerá com juros e multa. Portanto, regularize essa situação ao longo do ano para evitar surpresas desagradáveis.
Grupos que exigem atenção especial na declaração
Contribuintes que aderiram ao Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp) precisam atualizar os bens na declaração. Segundo Brito, “os contribuintes que optaram pelo Rearp deverão alterar o valor dos bens atualizados e declarar os bens regularizados”. Dessa forma, evite inconsistências que possam acionar a fiscalização.
Dicas de especialistas para uma declaração tranquila
Para finalizar, separamos recomendações práticas de tributaristas para você navegar pelo IRPF 2026 com mais segurança:
- Confronte os informes: compare os dados recebidos de bancos e empregadores com seus próprios registros;
- Declare todos os dependentes corretamente: inclua CPF, rendimentos e despesas dedutíveis de cada um;
- Use o programa da Receita: a versão mais recente do programa IRPF traz validações que ajudam a identificar inconsistências;
- Guarde a declaração e os comprovantes: mantenha tudo organizado digitalmente e fisicamente;
- Busque ajuda profissional se necessário: em casos de renda complexa, um contador pode economizar tempo e evitar dores de cabeça.
Enfim, declarar o Imposto de Renda não precisa ser um bicho de sete cabeças. Com organização, atenção aos detalhes e as informações certas, você consegue entregar sua declaração do IRPF 2026 com confiança. Portanto, comece hoje mesmo: baixe seus informes, separe seus comprovantes e dê o primeiro passo para uma declaração sem sustos. Você merece essa tranquilidade!
Fonte: Veja
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