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E se, num simples passeio em um brechó, você encontrasse algo que mudasse sua vida financeira de um dia para o outro? Aliás, não é só imaginação — aconteceu de verdade com Jessica Vincent, que comprou um vaso por menos de R$ 30 e descobriu que valia mais de R$ 800 mil por se tratar de vidro murano. Por isso, hoje vamos falar de uma habilidade rara, mas treinável: saber como achar tesouro em brechó — não por sorte, mas por olhar atento, curiosidade e um pouco de conhecimento prático.

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Quando o acaso encontra a preparação: a história real do vaso Murano
Jessica não estava caçando arte — estava treinando cavalos e passou em um Goodwill, como fazia algumas vezes por semana. No entanto, algo chamou sua atenção: um vaso colorido, pesado nas mãos, com cores que pareciam fluir do próprio vidro, não pintadas por cima. Ela pagou US$ 5,90 (cerca de R$ 32, na época) e levou para casa.
Dias depois, ao postar fotos em grupos de antiguidades, foi orientada a procurar um especialista. Consequentemente, Richard Wright, da Wright Auction House, reconheceu imediatamente: era um vaso da série Pennellate, criado em 1942 pelo lendário Carlo Scarpa, um dos mestres do design veneziano. Vidro Murano.
O que torna um objeto assim tão valioso?
Além da assinatura histórica, o vaso usava uma técnica raríssima: vidro soprado com camadas de cor opaca incorporadas durante o processo — algo que exigia precisão extrema. Ainda mais raro: ele estava em condição perfeita, sem trincas, manchas ou reparos. Logo, em leilão, foi vendido por US$ 107.100 (aproximadamente R$ 840 mil).

Como achar tesouro em brechó: não é sorte — é método
Muita gente acha que histórias como essa são pura sorte. No entanto, Jessica já treinava o olhar havia anos — acompanhava programas como o “Antiques Roadshow”, pesquisava com a mãe, comparava peças, lia sobre marcas, épocas e técnicas. Diante disso, podemos extrair lições práticas — e financeiramente úteis — para quem quer transformar brechós em caça ao tesouro consciente.
1. Comece com curiosidade, não com ganância
Quem entra em um brechó pensando apenas em “achar algo caro” tende a pular detalhes. Já quem observa texturas, pesos, marcas e imperfeições com genuíno interesse acaba notando o que outros ignoram. Por exemplo: vidro Murano autêntico costuma ter bolhas internas naturais, cores que se fundem organicamente e uma sensação de densidade que plásticos ou vidros comuns não têm.
2. Use a tecnologia a seu favor — mas com critério
Jessica não foi direto ao leilão. Primeiro, postou fotos em grupos especializados no Facebook e Instagram. Aliás, comunidades de antiquários, colecionadores de design ou cerâmica são ótimas para uma primeira triagem rápida e gratuita. No entanto, cuidado: nem todo parecer é confiável. Portanto, sempre busque ao menos duas opiniões antes de investir tempo (ou dinheiro) em uma avaliação profissional.
3. Entenda o valor real: não é só o preço de venda
Um vaso de R$ 800 mil de Vidro Murano pode parecer um ganho imediato — mas Jessica lembrou de um detalhe essencial: responsabilidade. Ela confessou que ficaria “super nervosa” tendo algo tão frágil e valioso em casa. Assim, optou por vender. Afinal, valor financeiro só é real quando é seguro, líquido e alinhado com suas metas. Nesse caso, o dinheiro foi para instalar um sistema de climatização em uma fazenda recém-comprada — ou seja, transformou um achado raro em melhoria concreta de qualidade de vida.

Brechó não é só hobby: pode ser parte do seu plano financeiro
Muitas pessoas ignoram brechós por acharem que é “coisa de gente pobre” ou “sorte de principiante”. Nesse contexto, é importante lembrar: o verdadeiro poder está na combinação de educação financeira + educação visual. Por exemplo, aprender a identificar marcas como Baccarat, Wedgwood, Royal Copenhagen ou até móveis com selo de designers brasileiros (como Lina Bo Bardi ou Sergio Rodrigues) pode abrir portas para pequenos investimentos com alto retorno.
Além disso, lojas como Goodwill, brechós de igreja ou feiras de garagem recebem milhares de itens por dia — e muitos vendedores não sabem o que têm nas mãos. Por isso, mesmo com pouco dinheiro inicial, é possível construir uma “caixa de descobertas” com potencial muito maior do que aparenta.
E se você não quer vender? O valor emocional também conta
Nem todo tesouro precisa virar dinheiro. Um relógio de bolso do avô, uma xícara com detalhes manuais, um livro com dedicatória antiga — tudo isso tem valor afetivo inestimável. Assim, antes de pensar em revenda, pergunte-se: isso me traz prazer? Conta uma história? Me conecta com alguém importante?
Consequentemente, você passa a ver brechós não como depósitos de “coisas velhas”, mas como arquivos vivos da cultura material — e isso, por si só, já é uma riqueza.
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Em resumo: o verdadeiro tesouro é o olhar treinado
A história do vaso de vidro Murano prova que oportunidades financeiras estão escondidas onde menos se espera — mas só aparecem para quem está disposto a prestar atenção. Portanto, da próxima vez que entrar em um brechó, não vá só com os olhos: leve curiosidade, leve perguntas, leve um celular carregado para pesquisar. Afinal, o próximo “achado de R$ 800 mil” pode estar esperando por você… embaixo de uma pilha de louças esquecidas.
E você? Já teve alguma experiência inusitada em brechó? Compartilhe nos comentários — adoraríamos saber o que você encontrou… ou o que está procurando.
Fonte: Correio24horas
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