Keeta processa 99Food por práticas anticoncorrenciais no Brasil

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A disputa pelo mercado de delivery no Brasil está esquentando — e muito. Com a chegada prevista da Keeta em novembro de 2025, o cenário ganha um novo protagonista disposto a questionar as regras do jogo. Além disso, a empresa já entrou com dois processos contra a 99Food, acusando práticas que podem distorcer a concorrência e fechar o mercado para novos entrantes.

Cláusulas de exclusividade ameaçam a livre concorrência

Segundo a Keeta, a 99Food estaria oferecendo pagamentos antecipados a grandes redes de restaurantes, totalizando mais de R$ 900 milhões, com uma condição clara: esses estabelecimentos não poderiam fechar parceria com a Keeta. Por outro lado, o iFood, líder do mercado com cerca de 80% de participação, não seria afetado por essas restrições.

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Essa estratégia, na visão da Keeta, cria um duopólio artificial entre a 99Food e o iFood, dificultando a entrada de novos players. Ainda mais preocupante: isso reduz a liberdade de escolha dos consumidores e mina a inovação. Diante disso, a empresa pede a suspensão imediata dessas cláusulas de bloqueio e a proibição de sua inclusão em contratos futuros.

Compra de palavras-chave no Google vira alvo de ação judicial

Além das cláusulas restritivas, a Keeta também acusa a 99 de concorrência desleal no ambiente digital. A empresa afirma que a 99Food está comprando palavras-chave como “Keeta” no Google Ads, o que desloca os resultados orgânicos da marca para posições inferiores.

Isso significa que, ao buscar pela Keeta, o consumidor vê primeiro anúncios da 99Food — uma prática que pode confundir usuários e desvirtuar o tráfego legítimo. Por isso, a Keeta obteve uma tutela de urgência que obriga a 99 a cessar essa prática, sob pena de multa diária de pelo menos R$ 20 mil.

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Os números envolvidos nessa batalha mostram o tamanho da aposta. Enquanto a 99 anunciou R$ 1 bilhão para relançar o 99Food, a Meituan, dona da Keeta, planeja investir R$ 5,6 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos. Consequentemente, a disputa vai muito além de apps no celular: está ligada a poder de fogo financeiro, estratégia de mercado e posicionamento de marcas.

Aliás, o iFood, que já domina grande parte do setor, também entrou na disputa com um pacote de R$ 17 bilhões para o próximo ano fiscal. Nesse contexto, os restaurantes e consumidores podem se beneficiar com mais opções, promoções e inovações — mas apenas se houver concorrência justa.

Quem ganha com essa disputa judicial?

Apesar da tensão entre Keeta e 99Food, o maior beneficiário, por enquanto, pode ser o iFood. Com os concorrentes ocupados em embates jurídicos, o líder do mercado segue ampliando sua vantagem. No entanto, se a Keeta conseguir romper as barreiras de entrada, o mercado pode se tornar mais dinâmico e competitivo.

Portanto, essa briga não é só sobre entrega de comida. É sobre acesso, equidade e futuro do setor. Afinal, um mercado saudável depende de regras claras e oportunidades reais para todos os players.

Como acompanhar os impactos da entrada da Keeta no Brasil

Com operações previstas para novembro de 2025, a Keeta tem tempo para se preparar — e o mercado, para se ajustar. Por isso, é essencial acompanhar os desdobramentos legais, os movimentos estratégicos das plataformas e as reações dos restaurantes e entregadores.

Assim, consumidores e empreendedores podem se posicionar melhor diante das mudanças. Em resumo, a chegada da Keeta pode ser o estopim para uma nova era no delivery brasileiro — mais competitiva, mais justa e, quem sabe, mais barata para todos.

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