Aumento de imposto sobre eletrônicos: por que o governo Lula tomou essa decisão?

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Aquele smartphone, placa de vídeo ou equipamento industrial que você pretende comprar pode ficar mais caro nos próximos meses, Pois é. O aumento de imposto sobre eletrônicos anunciado pelo governo Lula já está em andamento e promete impactar diretamente o mercado. Mas, afinal, por que essa medida foi tomada e o que ela significa para você, consumidor ou empresário? Neste artigo, vamos destrinchar tudo com clareza, sem jargões e com a transparência que você merece.

Aumento de impostos eletrônicos atinge 1,2 mil produtos

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Por que o governo decidiu pelo aumento de imposto sobre eletrônicos?

Primeiramente, é importante contextualizar. No dia 28 de janeiro de 2026, o governo federal aprovou a elevação do Imposto de Importação para 1.252 produtos ligados aos setores de máquinas, equipamentos industriais e tecnologia. Consequentemente, parte das novas alíquotas já vale desde 6 de fevereiro, enquanto outras entram em vigor a partir de 1º de março.

Segundo nota técnica da Secretaria de Política Econômica (SPE) e da Subsecretaria de Política Macroeconômica do Ministério da Fazenda, o crescimento acelerado das importações — especialmente de origem chinesa — representa um risco à indústria nacional. Além disso, os dados apontam que as importações nos setores de Bens de Capital e Bens de Informática e Telecomunicações somaram US$ 75,1 bilhões em 2025, um salto de 33,4% desde 2022.

Portanto, o objetivo central do aumento de imposto sobre eletrônicos é proteger a produção local, reduzir a dependência externa e fortalecer as cadeias produtivas brasileiras. Como afirmou o ministro Fernando Haddad, a medida visa atrair empresas estrangeiras para produzir em território nacional, sem impactar preços — pelo menos na visão do governo.

Quais produtos foram afetados pela nova tributação?

Entre os itens que mais chamam atenção estão componentes essenciais para o setor de tecnologia, como:

  • Placas de vídeo (GPUs) e processadores (CPUs);
  • Memória RAM e placas-mãe;
  • Smartphones, freezers e fornos industriais;
  • Servidores, unidades de armazenamento SSD e switches para datacenters.

As novas alíquotas foram concentradas em quatro faixas principais: 7,2%, 12,6%, 20,0% e, para produtos estratégicos de TI voltados a datacenters, entre 14,0% e 25,0%. Dessa forma, produtos que antes tinham alíquota zero agora passam a ser tributados, a menos que se enquadrem em regimes especiais.

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Especialistas alertam: aumento de imposto sobre eletrônicos pode pressionar preços

Apesar da justificativa oficial, especialistas ouvidos pela imprensa apontam cenários distintos. Guilherme Pedrozo da Silva, advogado tributarista e coordenador do Vade Mecum Tributário, reconhece que a medida está juridicamente bem embasada. No entanto, ele alerta que, na prática, o aumento de imposto sobre eletrônicos tende a elevar os custos de importação.

“Se há um encarecimento na entrada, isso pressiona a margem do importador e do distribuidor. Consequentemente, haverá repasse parcial ou total ao preço final”, explica. Em outras palavras, o consumidor pode, sim, sentir o impacto no bolso.

Além disso, Pedrozo da Silva destaca que o encarecimento de máquinas e equipamentos pode desacelerar investimentos em modernização industrial. Logo, empresas que dependem de componentes importados podem enfrentar perda de competitividade no curto prazo.

Regimes especiais e exceções: quem pode escapar do novo imposto?

Por outro lado, o governo preservou mecanismos que permitem a redução ou isenção temporária do tributo. O regime de ex-tarifário, por exemplo, continua valendo para bens de capital e de informática sem produção equivalente no Brasil. Assim, empresas podem solicitar o enquadramento especial até 1º de março para manter alíquotas reduzidas.

Outros regimes também foram mantidos, como:

  • Recof: voltado ao setor aeronáutico;
  • Repetro: direcionado ao setor de óleo e gás;
  • REDATA: novo regime para serviços de datacenter;
  • Drawback e Admissão Temporária: para insumos destinados à exportação;
  • ZFM e ALCs: benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio.

Dessa maneira, o governo busca equilibrar proteção industrial e flexibilidade para setores estratégicos.

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Setor produtivo se divide: apoio e cautela diante do aumento de imposto sobre eletrônicos

Enquanto associações como a Abinee (Indústria Elétrica e Eletrônica) e a Abimaq (Máquinas e Equipamentos) defendem a medida como forma de estimular o conteúdo local, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) pede cautela. Segundo Fabrício Silveira, superintendente de Política Industrial da CNI, a proteção não pode se tornar um obstáculo à modernização tecnológica.

Portanto, o desafio agora é monitorar quais produtos realmente não têm oferta nacional e garantir agilidade nos processos de ex-tarifário. Caso contrário, o aumento de imposto sobre eletrônicos pode, ironicamente, prejudicar a competitividade que se pretende proteger.

O que fazer diante desse cenário?

Se você é consumidor, fique atento às datas de vigência das novas alíquotas. Produtos adquiridos antes de 1º de março ainda podem seguir as regras antigas. Já empresários e gestores de TI devem avaliar com urgência se seus insumos se enquadram nos regimes especiais preservados.

Ademais, acompanhe as atualizações da Camex e do MDIC. Muitas vezes, a informação correta no momento certo faz toda a diferença para evitar custos desnecessários.

No fim das contas, o aumento de imposto sobre eletrônicos reflete um dilema maior: como proteger a indústria nacional sem sacrificar inovação, competitividade e o poder de compra do cidadão? A resposta ainda está sendo construída — e você, leitor, faz parte dessa história.

E você, o que acha dessa medida? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião. Juntos, entendemos melhor o impacto dessas mudanças no nosso dia a dia.

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