PUBLICIDADE
Engie lidera ganhos após desempenho sólido no setor de energia
O Ibovespa registrou nesta quinta-feira (3) uma movimentação mista, com investidores atentos tanto ao cenário político local quanto aos dados econômicos dos Estados Unidos. Entre os destaques positivos do dia, Engie Brasil (EGIE3) subiu 4,49%, fechando a R$ 48,82. A alta reflete o bom momento do setor elétrico e o apetite por ações defensivas em meio à instabilidade.

Logo atrás, Embraer (EMBR3) ganhou 4,42%, cotada a R$ 83,14. A expectativa de novos contratos internacionais e o fortalecimento da demanda global por aeronaves ajudaram a impulsionar o papel.
PUBLICIDADE
Turismo e seguros também registram altas expressivas
CVC (CVCB3) avançou 4,18%, encerrando a R$ 2,49, favorecida por perspectivas de recuperação no turismo doméstico e internacional. O setor ainda enfrenta desafios, mas os números recentes sinalizam retomada gradual.
Azzas (AZZA3) e Porto Seguro (PSSA3) também estiveram entre os destaques positivos, com altas de 3,74% e 3,68%, respectivamente. A procura por ativos de menor volatilidade tem beneficiado empresas mais conservadoras em seus fundamentos.
Top 5 maiores altas do dia
| Ação | Fechamento (R$) | Variação (%) |
|---|---|---|
| Engie Brasil (EGIE3) | 48,82 | +4,49% |
| Embraer (EMBR3) | 83,14 | +4,42% |
| CVC Brasil (CVCB3) | 2,49 | +4,18% |
| Azzas (AZZA3) | 41,06 | +3,74% |
| Porto Seguro (PSSA3) | 56,61 | +3,68% |
BRF cai com pressão no setor de alimentos
Na outra ponta, a BRF (BRFS3) teve o pior desempenho do dia, com queda de 2,19%, fechando a R$ 19,19. A ação refletiu preocupações com margens apertadas e o custo elevado de produção, além da instabilidade no cenário macroeconômico global.
Fleury (FLRY3) e MRV (MRVE3) também recuaram, com perdas de 1,46% e 1,44%, respectivamente. No caso da MRV, os juros elevados ainda prejudicam o setor de construção civil, enquanto a Fleury sofre com ajustes de curto prazo após uma sequência de valorizações.
Ambev (ABEV3) caiu 1,25% e Marfrig (MRFG3) teve recuo de 0,86%, ambas pressionadas por incertezas no consumo interno.
Top 5 maiores quedas do dia
| Ação | Fechamento (R$) | Variação (%) |
|---|---|---|
| BRF (BRFS3) | 19,19 | -2,19% |
| Fleury (FLRY3) | 12,86 | -1,46% |
| MRV (MRVE3) | 6,16 | -1,44% |
| Ambev (ABEV3) | 13,48 | -1,25% |
| Marfrig (MRFG3) | 21,94 | -0,86% |
Brasília em foco, mas mercado mantém cautela
Embora o noticiário político continue no radar, o mercado não mostrou grandes reações ao embate entre Congresso e Executivo. Investidores monitoram com atenção decisões do STF, como a discussão sobre a suspensão do decreto do IOF.
Ainda assim, a ausência de medidas concretas ajuda a manter o apetite por risco em compasso de espera.
Números dos EUA movimentam o exterior
No cenário internacional, o payroll de junho nos Estados Unidos surpreendeu com a criação de 147 mil vagas, acima da projeção de 110 mil. A taxa de desemprego, por outro lado, ficou em 4,1%, um pouco abaixo da expectativa. No entanto, a pesquisa ADP do dia anterior apontou a perda de 33 mil vagas no setor privado, o que gerou incertezas quanto à consistência do mercado de trabalho americano.
Outro ponto de atenção são as propostas econômicas de Donald Trump, que prevê tarifas comerciais mais agressivas caso eleito. A ameaça de uma nova escalada protecionista pode afetar cadeias de suprimento e pressionar mercados emergentes.
Ibovespa segue volátil em meio a incertezas externas e movimentações setoriais
O Ibovespa terminou o dia com performance mista, espelhando a divisão de expectativas entre fundamentos locais e choques externos. Setores como energia e aviação demonstraram força, enquanto alimentação e construção civil ficaram sob pressão. Com a política ainda indefinida e os dados econômicos do exterior oscilando, o investidor segue em modo defensivo — de olho no que pode vir nas próximas semanas.
PUBLICIDADE




