Veja vídeo: Bolsonaro queimou tornozeleira com ferro quente e chamou o ato de “curiosidade”

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No sábado, 22 de novembro de 2025, durante uma entrevista coletiva em Guarujá (SP), o ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu publicamente: Bolsonaro queimou tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda aquecido. Ele ainda justificou a ação como fruto de “curiosidade científica”, e não de intenção de descumprir a medida cautelar imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, especialistas alertam que a motivação não altera o caráter ilícito do ato.

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Como Bolsonaro queimou tornozeleira e o que ele disse depois

Em primeiro lugar, Bolsonaro explicou que o episódio, enquanto cumpria restrições impostas pela Justiça — entre elas, o uso obrigatório do monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de postar em redes sociais. Em seguida, ele revelou que, em vez de aguardar a retirada oficial do equipamento, resolveu abrir o dispositivo por conta própria.

Depois, ele detalhou o método: aqueceu um ferro de solda e o aplicou diretamente sobre a carcaça plástica da tornozeleira até conseguir rompê-la. Ainda assim, ele afirmou que não tentou fugir, nem deixou de residir no endereço cadastrado. Por fim, devolveu o equipamento danificado às autoridades sem informar previamente o que havia feito.

Bolsonaro respondeu: “Meti um ferro quente aí. Curiosidade”. A diretora questionou: “que ferro quente?”. O ex-presidente respondeu: “foi ferro de soldar […] Não rompi a pulseira não”.

Repercussão imediata: PGR analisa abertura de inquérito

Assim que a declaração se tornou pública, a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou que vai avaliar os fatos para decidir se instaura apuração formal. Conforme destacam penalistas, adulterar ou destruir dispositivo de monitoramento eletrônico configura crime tipificado no artigo 349-A do Código Penal — independentemente de ter havido fuga.

Além disso, juízes reforçam que a justificativa de “curiosidade” não tem valor jurídico. Ou seja, mesmo sem intuito doloso de burlar a vigilância, o simples fato de interromper o sinal do equipamento já caracteriza descumprimento de decisão judicial.

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O que diz a lei sobre danos à tornozeleira eletrônica

Diversos tribunais consideram a integridade do monitoramento eletrônico essencial para a eficácia das medidas alternativas à prisão. Logo, qualquer interferência — como remover, desligar ou, sim, queimar a tornozeleira — aciona automaticamente protocolos de fiscalização. Ademais, o sistema registra falhas de sinal em tempo real, o que facilita a identificação de violações.

Nesse contexto, o caso envolvendo Bolsonaro ganha contornos simbólicos: ele não apenas danificou o aparelho, como agora o admitiu abertamente. Por isso, magistrados e promotores avaliam que a confissão pública pode até agravar as consequências, já que elimina qualquer dúvida sobre a autoria do ato.

E o que pode acontecer agora?

Atualmente, Bolsonaro não usa mais o dispositivo, pois as cautelares foram substituídas. Contudo, o episódio relatado ocorreu sob vigência de decisão judicial válida. Dessa forma, o Ministério Público pode, sim, propor ação penal — já que o crime de descumprimento não prescreveu (prazo: 2 anos para penas leves, contados da data do fato).

Além disso, o STF também pode ser instado a reexaminar o caso à luz dessa nova informação. Finalmente, vale lembrar: transparência não isenta de responsabilidade. Mesmo com franqueza, Bolsonaro queimou tornozeleira — e isso, por si só, tem consequências legais previstas em lei.

Fonte: Metrópolis

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