Como quitar as dívidas e começar 2026 com o nome limpo

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Alguma vez já fez as contas e percebeu que, mesmo trabalhando duro, o salário some antes do fim do mês? Pois saiba que não está sozinho: quase metade dos brasileiros adultos está inadimplente — são cerca de 78 milhões de pessoas. Além disso, só na Bahia, já são 4,9 milhões de consumidores com o nome sujo. Por isso, aprender a quitar as dívidas agora, em novembro, pode ser o passo decisivo para recomeçar com tranquilidade em 2026.

Calculadora para quitar as dívidas

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Por que novembro é o mês ideal para quitar as dívidas

Afinal, é nesse período que milhões de brasileiros recebem a primeira parcela do 13º salário — uma injeção de R$ 321,4 bilhões na economia. Por isso, os credores estão mais dispostos a negociar. Aliás, como explica o educador financeiro Everton Barros, “novembro é o mês do poder de barganha”. Logo, é o momento perfeito para transformar boas intenções em acordos reais.

No entanto, só ter dinheiro extra não basta. É preciso estratégia. Consequentemente, reunimos as orientações mais práticas — baseadas em dados reais e validadas por especialistas — para você sair do vermelho de vez.

10 passos reais para quitar as dívidas antes do Ano Novo

Faça um raio-X completo das suas dívidas

Antes de pensar em pagar, é essencial saber exatamente o que se deve. Assim, liste todas as pendências: cartões, empréstimos, financiamentos, até aquelas contas esquecidas no nome de parentes. Felizmente, é possível consultar seu CPF gratuitamente nos sites da Serasa, SPC Brasil ou Boa Vista — e, muitas vezes, você descobre débitos dos quais nem lembrava.

Priorize o que mais corrói seu bolso

Os juros do cartão de crédito rotativo já ultrapassaram 451% ao ano. Já o cheque especial bate em 134,7%. Por isso, atacar essas dívidas primeiro não é só inteligente — é urgente. A ordem ideal de quitação é: cartão rotativo > cheque especial > crediário > empréstimos pessoais > consignado (por ter juros mais baixos).

Negocie com método — e gravação

Muita gente negocia achando que “qualquer desconto serve”. Mas a realidade é outra: comece oferecendo entre 30% e 40% do valor total à vista. Caso o desconto não seja satisfatório, peça poucas parcelas — e jamais aceite promessas vagas como “o nome sai em até 5 dias”. Prefira acordos que limpe seu CPF imediatamente após o pagamento.

Aliás, plataformas como o Serasa Limpa Nome oferecem descontos de até 97%, e o Desenrola Brasil, programa do governo federal, também traz condições especiais. Aproveite: elas estão especialmente ativas agora em novembro.

Trave novas dívidas — sim, todas

Enquanto não estabilizar sua situação, evite qualquer nova forma de crédito. Não é exagero: mesmo um “pequeno parcelamento” na loja pode vir com juros embutidos acima de 100% ao ano. Assim, pare de usar o rotativo do cartão, saques no cheque especial e, principalmente, empréstimos para pagar outros empréstimos — isso só alimenta o ciclo do endividamento.

Adote um orçamento que funcione na prática

Esqueça planilhas mirabolantes. O método 50-30-20 adaptado pode ser mais realista nesse momento: 50% para necessidades básicas (aluguel, comida, transporte), 40% para quitar as dívidas e 10% para uma reserva mínima de emergência. Além disso, configure débito automático para os pagamentos essenciais — isso evita multas por esquecimento e quebra de acordos.

Use renda extra como munição direta

Vender o que não usa mais — roupas, eletrônicos, móveis — é uma forma rápida de levantar dinheiro. Por outro lado, freelas em plataformas como Workana ou 99Freelas também ajudam. O importante é: toda renda adicional deve ir direto para as dívidas de juros mais altos. Por isso, não misture “grana extra” com gastos de lazer — reserve esse mérito para depois, quando o nome já estiver limpo.

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Sim, você precisa de uma reserva — mesmo devendo

Parece contraditório, mas é verdade: sem uma pequena reserva (de R$ 500 a R$ 1.000), qualquer imprevisto — carro quebrando, consulta médica — pode te jogar de volta no vermelho. Portanto, comece com 5% da sua renda mensal em uma conta que renda pelo menos 100% do CDI. Esse colchão mínimo é o que impede que você recorra ao crédito caro de novo.

Proteja seu 13º salário como um tesouro

O valor médio do 13º em 2025 é de R$ 3.096,78 — o suficiente para zerar várias dívidas, se bem direcionado. Então, siga essa divisão inteligente: 70% para quitar ou renegociar débitos prioritários, 20% para a reserva de emergência e 10% para despesas fixas de janeiro (como IPTU e material escolar). Evite, a todo custo, cair na armadilha da Black Friday ou de presentes caros só para impressionar.

Invista tempo em educação financeira

Só 10% dos jovens dizem ter aprendido sobre dinheiro em casa. Diante disso, é natural repetir os mesmos erros. Por isso, consuma conteúdo gratuito e confiável: o canal do YouTube do Banco Central, cursos da CVM, o app do Serasa e podcasts de especialistas certificados. Afinal, conhecimento é o único ativo que ninguém tira de você — e é o que evita que você volte ao ponto zero daqui a um ano.

Visualize o que vem depois do “nome limpo”

Quitar as dívidas não é só sobre pagar contas. É sobre recuperar autonomia: alugar um imóvel sem fiador, conseguir um empréstimo com juros justos, até se candidatar a vagas que exigem consulta de crédito. Além disso, com o score alto, seu dinheiro finalmente começa a trabalhar para você — e não contra. Lembre-se: a Selic está em 15% ao ano, o que torna o custo do crédito ainda mais brutal. Por isso, agir agora não é só sábio — é necessário.

E se eu já errei muito? Vale a pena tentar de novo?

Vale — e muito. Erros financeiros não definem seu futuro; suas próximas escolhas, sim. Aliás, muitas pessoas que hoje vivem com tranquilidade já passaram por processos de recuperação. O que muda é a consciência: quando você entende como o juro composto corrói (ou constrói), tudo muda. Assim, encare essa reta final de 2025 não como uma punição, mas como o primeiro passo de uma nova fase. Afinal, o melhor momento para plantar foi há 10 anos. O segundo melhor? É hoje.

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