Cúpula do Brics 2025 no Rio de Janeiro: O Que é, Quais Países Participam e Por Que o Brasil Sedia o Evento

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O Rio de Janeiro volta a ser palco de destaque internacional com a realização da Cúpula do Brics 2025, marcada para os dias 6 e 7 de julho. Depois de meses de intensa preparação e mais de 200 reuniões online e presenciais, o Brasil assume a presidência rotativa do grupo e organiza o encontro.

Países participantes do Brics

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O que é o Brics e qual seu objetivo principal?

Antes de tudo, o Brics funciona como um foro de articulação político-diplomática que reúne países do Sul Global para buscar cooperação internacional e tratar temas globais de forma multilateral. Ao longo dos anos, o grupo se tornou uma voz importante fora do G7, que reúne as maiores economias alinhadas aos Estados Unidos.

O que o Brics busca alcançar?

Além de aumentar a influência dos seus membros em instituições globais como ONU, FMI, Banco Mundial e OMC, o Brics trabalha para criar estruturas próprias, como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, que financia projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países membros.

Quais países fazem parte do Brics em 2025?

O grupo expandiu significativamente nos últimos anos e hoje conta com 11 países-membros e 10 países-parceiros.

Quem são os países-membros?

Os membros atuais incluem: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia.

E os países-parceiros?

Os países-parceiros participam dos debates e reuniões, porém não têm poder de voto. Eles são: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

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Como o Brics começou e como expandiu?

O termo Brics surgiu em 2001, num estudo do economista Jim O’Neil, que destacou o crescimento econômico de Brasil, Rússia, Índia e China. O grupo se organizou oficialmente em 2006, e a África do Sul entrou em 2011, formando o acrônimo atual.

Desde 2024, outros países como Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos passaram a integrar o grupo. A Indonésia ingressou em 2025, enquanto vários países foram convidados a participar como parceiros.

Qual a importância do Brics para o Sul Global?

O Sul Global reúne países em desenvolvimento que enfrentam desafios comuns, como o legado colonial, desigualdades sociais e a busca por maior equidade na economia mundial. O Brics se destaca como um espaço de coordenação para esses países reivindicarem reformas e maior voz nas decisões globais.

Apesar do nome, alguns membros, como Rússia e China, estão localizados no hemisfério Norte, o que demonstra que a designação é mais política e econômica do que geográfica.

O Brics tem poder de decisão internacional?

O Brics funciona como um fórum de coordenação, sem poder decisório formal. Ou seja, as decisões e consensos precisam ser implementados internamente por cada país membro, o que demanda cooperação e vontade política local.

Por que o Brasil sedia a Cúpula do Brics em 2025?

O Brasil assumiu a presidência rotativa do Brics em 2025, e por isso organiza a cúpula no Rio de Janeiro. O país já sediou encontros importantes em Brasília (2010 e 2019) e Fortaleza (2014), mostrando sua relevância no grupo.

Em 2026, a Índia será a próxima anfitriã, enquanto em 2024 a reunião ocorreu em Kazan, na Rússia.

Qual o impacto econômico e populacional do Brics?

Juntos, os 11 países-membros representam aproximadamente 39% da economia mundial, 48,5% da população global e 23% do comércio internacional. Em 2024, o Brics respondeu por 36% das exportações brasileiras e 34% das importações do Brasil.

O que o Brics representa na área de energia?

O grupo detém cerca de 43,6% da produção mundial de petróleo e, além disso, responde por 36% da produção de gás natural. Ademais, o Brics possui impressionantes 72% das reservas mundiais de minerais terras raras, que são essenciais para diversas tecnologias e para o desenvolvimento da energia renovável. Portanto, a importância do Brics na área energética é bastante significativa, refletindo seu papel estratégico no cenário global.

Quais são as prioridades brasileiras dentro do Brics?

O Brasil foca sua presidência em temas estratégicos, como:

  • Cooperação em saúde global

  • Comércio, investimento e finanças

  • Combate às mudanças climáticas

  • Governança da inteligência artificial

  • Arquitetura multilateral de paz e segurança

  • Desenvolvimento institucional do Brics

O que é o Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics)?

Criado em 2015, o NDB financia projetos de infraestrutura e sustentabilidade em países em desenvolvimento. Até hoje, aprovou 120 projetos e liberou cerca de US$ 39 bilhões em financiamentos.

O que é o Arranjo Contingente de Reservas (ACR)?

O ACR, por sua vez, é uma linha de apoio financeiro que o Brics mantém para ajudar os membros em dificuldades cambiais. Além disso, esse fundo reúne reservas internacionais no valor de até US$ 100 bilhões, que são distribuídas entre os países-membros. Portanto, ele está disponível para uso imediato sempre que algum país enfrentar uma crise financeira. Assim, o ACR funciona como uma rede de segurança, garantindo suporte rápido e eficiente em momentos de instabilidade econômica.

Novos membros e expansão futura

Até agora, mais de 30 países manifestaram interesse em entrar no Brics, tanto como membros quanto como parceiros. Entre eles, destacam-se nações como Argentina, Colômbia, Uruguai, Argélia e Bangladesh. No entanto, não há previsão para novas expansões no momento, e a adesão de qualquer novo integrante depende da aprovação unânime dos líderes atuais do grupo.

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1 comentário em “Cúpula do Brics 2025 no Rio de Janeiro: O Que é, Quais Países Participam e Por Que o Brasil Sedia o Evento”

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