Custo médio de uma criança no Brasil: quanto você vai gastar?

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Já se perguntou quanto realmente custa criar um filho no Brasil? Muitos casais sonham com a chegada de um bebê, mas subestimam os impactos financeiros a longo prazo. Além disso, os gastos começam antes mesmo do nascimento e se estendem por mais de duas décadas. Nesse contexto, ter clareza sobre o custo médio de uma criança no Brasil é essencial para evitar apertos futuros.

Custo de vida médio de uma criança

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Segundo dados do IBGE e pesquisas do SPC Brasil e do Procon, criar uma criança no país pode consumir uma parcela significativa da renda familiar. Diante disso, planejar financeiramente não é um luxo, mas uma responsabilidade. Por isso, vamos detalhar os principais gastos em cada fase e como se preparar com antecedência.

Quanto custa ter um bebê nos primeiros anos?

Os primeiros anos são os mais intensos em despesas iniciais. De acordo com levantamento do Procon-SP de 2023, o enxoval completo para um recém-nascido pode variar entre R$ 2.000 e R$ 5.000, dependendo da marca e da quantidade de itens adquiridos.

Além disso, as fraldas descartáveis representam um dos maiores gastos recorrentes. A estimativa é de que um bebê use cerca de 6 a 8 fraldas por dia. Assim, em um ano, são aproximadamente 2.500 unidades, o que pode ultrapassar R$ 3.000 em gastos, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Produtos para Higiene, Limpeza e Saneantes (ABIPROL).

Gastos com alimentação e saúde nos primeiros 24 meses

No primeiro ano, muitos bebês precisam de leite em pó, especialmente se não há amamentação exclusiva. Um único pote de 800g pode custar em média R$ 60, e dura cerca de 5 dias. Logo, o gasto anual com leite pode chegar a R$ 4.000, especialmente se for fórmula premium.

Por outro lado, consultas pediátricas, vacinas particulares e exames complementares somam cerca de R$ 1.500 a R$ 2.500 por ano, segundo dados do SPC Brasil (2022). Ainda mais se a criança apresentar condições alérgicas ou necessitar de acompanhamento especializado.

Educação: o maior custo ao longo do tempo

Com o início da vida escolar, os gastos disparam. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil (2023), a mensalidade de escolas particulares no Brasil varia de R$ 800 a mais de R$ 3.500, dependendo da região e do nível de ensino.

Além da mensalidade, há livros, uniformes, transporte escolar, lanches e atividades extracurriculares. Em resumo, a educação é o maior custo contínuo durante a infância e adolescência. Assim, mesmo famílias de classe média precisam repensar seus orçamentos para manter a qualidade do ensino.

Custo total estimado até os 18 anos

Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) combinado com análises do Banco Central indica que o custo médio de uma criança no Brasil pode ultrapassar R$ 400.000 até os 18 anos. Esse valor considera alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, lazer e transporte.

Ainda mais relevante: esse montante é ainda maior em grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o custo de vida é superior à média nacional. Consequentemente, quem vive nessas regiões precisa de um planejamento mais rigoroso.

Como se preparar financeiramente?

Diante desses números, a melhor estratégia é começar a poupar antes da gravidez. Segundo especialistas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mesmo pequenas quantias investidas mensalmente em produtos de baixo risco — como Tesouro Selic ou CDBs — podem gerar um bom montante em 18 anos.

Além disso, o controle de gastos é fundamental. Por isso, ferramentas de orçamento doméstico, como planilhas ou aplicativos financeiros, ajudam a identificar onde cortar e onde investir. Assim, cada real economizado hoje pode garantir mais tranquilidade amanhã.

Dicas para reduzir os gastos com crianças

Comprar em atacados, aproveitar promoções e adquirir itens em grupos pode reduzir custos com fraldas, leite e produtos de higiene. Também é viável usar roupas, móveis e brinquedos em segunda mão — desde que em boas condições.

Por outro lado, evite consumir por impulso. Muitos produtos infantis são caros por causa do apelo emocional, não pela qualidade. Aliás, um berço caro não garante mais segurança do que um modelo simples e certificado. Portanto, pesquise, compare e priorize o essencial.

Planejar é um ato de amor

Conhecer o custo médio de uma criança no Brasil não é para assustar, mas para empoderar. Assim, você toma decisões mais conscientes e evita dívidas futuras. Afinal, criar um filho é uma das maiores responsabilidades — e também uma das maiores alegrias.

Por isso, comece hoje: revise seu orçamento, abra uma conta de investimento dedicada ao futuro do seu filho e converse com sua família sobre prioridades. Diante disso, o amor se transforma em ação prática, e o planejamento vira proteção.

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