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Ao abrir um negócio, é normal surgir a dúvida: quais são os tipos de CNPJ e qual escolher? Essa decisão, embora pareça simples, faz toda a diferença nos caminhos que a empresa pode seguir — especialmente no que diz respeito a impostos, regras fiscais e estrutura jurídica. Escolher o enquadramento correto logo no início pode evitar problemas futuros e garantir mais eficiência na gestão do negócio.
Para ajudar nessa escolha, vamos explorar as características dos principais modelos, como MEI, LTDA, SLU e outros formatos ainda utilizados. Ao entender os limites de faturamento, as exigências legais e as vantagens de cada opção, você conseguirá tomar uma decisão mais estratégica e adequada ao perfil da sua empresa.
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Por que entender os tipos de CNPJ é tão importante?
Abrir uma empresa no Brasil exige mais do que apenas uma boa ideia. Além de planejamento financeiro e operacional, é preciso fazer escolhas estratégicas logo no início — e o tipo de CNPJ é uma das mais importantes.
Afinal, cada modelo tem limites de faturamento, exigências fiscais, regime tributário e características jurídicas próprias. Por isso, entender os tipos de CNPJ e qual escolher pode evitar dores de cabeça futuras e garantir maior segurança ao seu negócio.
Quais são os principais tipos de CNPJ no Brasil?
1. MEI – Microempreendedor Individual
O MEI é a opção mais simples e acessível para quem está começando a empreender sozinho. Ele foi criado justamente para formalizar profissionais autônomos e pequenos comerciantes que atuavam na informalidade.
Características do MEI:
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Faturamento anual: até R$ 81 mil
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Impostos: valores fixos mensais entre R$ 67 e R$ 72, dependendo da atividade
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Funcionários: permite contratar apenas 1 empregado
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Tributação: enquadrado no Simples Nacional
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Exemplo de atividades: manicure, eletricista, costureira, redator freelancer, entre outras
Embora seja extremamente vantajoso em termos de simplicidade, o MEI possui restrições. Portanto, se sua empresa crescer ou quiser incluir sócios, será necessário migrar para outro tipo de CNPJ.
2. EI – Empresário Individual
A modalidade de Empresário Individual é ideal para quem quer empreender sozinho, mas com faturamento acima do limite do MEI.
Características do EI:
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Faturamento anual: até R$ 360 mil (ME) ou R$ 4,8 milhões (EPP)
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Impostos: pode optar pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real
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Responsabilidade: o empresário responde com seus bens pessoais
Apesar de não exigir sócios, o EI tem a desvantagem de não separar o patrimônio da pessoa física e jurídica, o que pode ser arriscado em casos de dívidas ou processos.
3. EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada
A EIRELI surgiu como alternativa ao EI, com o objetivo de garantir a separação entre os bens pessoais e os da empresa. No entanto, esse modelo foi extinto em 2021, com a criação da sociedade limitada unipessoal (SLU), que hoje ocupa seu lugar.
4. SLU – Sociedade Limitada Unipessoal
A SLU é atualmente a opção mais moderna e segura para quem deseja empreender sozinho com responsabilidade limitada, ou seja, sem comprometer seus bens pessoais.
Características da SLU:
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Faturamento: até R$ 360 mil (ME) ou R$ 4,8 milhões (EPP)
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Impostos: pode optar entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real
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Patrimônio separado: sim
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Sócio obrigatório: não
A SLU herda as vantagens da antiga EIRELI, mas sem a exigência de capital mínimo de 100 salários mínimos. Por isso, tornou-se uma excelente escolha para quem precisa de estrutura jurídica robusta, mas quer operar sozinho.
5. LTDA – Sociedade Limitada
A LTDA é o formato ideal para quem quer abrir uma empresa com um ou mais sócios. Ela oferece proteção patrimonial, flexibilidade e permite uma boa estrutura de governança.
Características da LTDA:
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Faturamento: até R$ 360 mil (ME) ou R$ 4,8 milhões (EPP)
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Impostos: pode aderir ao Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real
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Patrimônio separado: sim
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Sócios: dois ou mais
6. EPP – Empresa de Pequeno Porte
A Empresa de Pequeno Porte (EPP) não é exatamente um tipo de empresa, mas sim uma classificação dentro do porte empresarial, que depende do faturamento anual da organização. Esse enquadramento é bastante comum entre negócios que já passaram da fase inicial e estão em crescimento.
Principais características da EPP:
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Faturamento anual: entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões
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Tributação: pode ser pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, conforme a atividade e estrutura
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Formato jurídico: pode ser LTDA, SLU, EI, entre outros
A vantagem de se enquadrar como EPP está em acessar benefícios fiscais (quando optante do Simples Nacional), além de possibilitar a participação em licitações públicas exclusivas para esse porte.
No entanto, é importante lembrar que o enquadramento como EPP depende exclusivamente do faturamento, e não do tipo de empresa. Ou seja, uma LTDA ou SLU, por exemplo, pode ser considerada EPP se o faturamento anual estiver dentro da faixa exigida.
Empresas que desejam escalar, buscar investidores ou atuar em mercados mais exigentes costumam optar por esse modelo, devido à sua estrutura formal e solidez jurídica.
Comparativo rápido dos tipos de CNPJ
| Tipo de CNPJ | Sócios | Faturamento Anual | Porte | Tributação | Responsabilidade |
|---|---|---|---|---|---|
| MEI | Não | Até R$ 81 mil | ME | Simples | Ilimitada |
| EI | Não | Até R$ 360 mil (ME) Até R$ 4,8 milhões (EPP) |
ME / EPP | Simples, Presumido ou Real | Ilimitada |
| SLU | Não | Até R$ 360 mil (ME) Até R$ 4,8 milhões (EPP) |
ME / EPP | Simples, Presumido ou Real | Limitada |
| LTDA | Sim | Até R$ 360 mil (ME) Até R$ 4,8 milhões (EPP) |
ME / EPP | Simples, Presumido ou Real | Limitada |
| EPP | Pode ser qualquer tipo (LTDA, SLU, EI etc.) | R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões | EPP | Simples, Presumido ou Real | Depende do tipo jurídico |
Afinal, qual tipo de CNPJ escolher?
A resposta depende de três fatores principais: quanto você pretende faturar, se vai ter sócios e o grau de responsabilidade que deseja assumir.
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Se você está começando sozinho e quer simplicidade: MEI
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Se trabalha sozinho, mas quer faturar mais: SLU
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Se quer abrir com sócios: LTDA
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Se não se preocupa com separação de patrimônio e quer mais liberdade: EI
É importante, contudo, conversar com um contador de confiança antes de formalizar o negócio. Isso porque a escolha errada pode gerar impostos desnecessários ou até travar o crescimento da empresa.
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