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BTG corta lucro do BB e derruba ações do Banco do Brasil: o que esperar agora?
As ações do Banco do Brasil(BBAS3) enfrentam mais uma onda de desvalorização após o BTG Pactual divulgar um relatório com projeções negativas. O documento, que reavalia o desempenho financeiro do banco, trouxe cortes significativos nas estimativas de lucro líquido e retorno sobre o patrimônio (ROE) para 2025 e 2026. Com isso, os analistas reduziram também o preço-alvo da ação para os próximos 12 meses, acendendo o alerta entre investidores que acompanham o papel de perto.

BTG corta previsões para as ações do Banco do Brasil
Nesta sexta-feira (1º de agosto), o BTG atualizou suas estimativas para o Banco do Brasil. Dessa vez, o banco reduziu não apenas o preço-alvo da ação para os próximos 12 meses — que passou de R$ 30 para R$ 24 — como também revisou para baixo as projeções de lucro líquido e de retorno sobre patrimônio (ROE) para 2025 e 2026.
Vale destacar que, mesmo antes da divulgação dos números do segundo trimestre — marcada para 14 de agosto —, o BTG já decidiu agir. O movimento reforça a percepção de que as perspectivas para o banco pioraram de forma relevante, especialmente quando se observa o cenário no setor agrícola, onde o BB tem forte exposição.
Revisões expressivas nos lucros e no ROE
Com base em novos cálculos, os analistas do BTG projetam que o lucro líquido do Banco do Brasil no segundo trimestre de 2025 ficará em torno de R$ 5 bilhões. Isso representa um ROE de 11,1%. Para o fechamento do ano, o lucro estimado caiu para R$ 23,5 bilhões, com retorno de 12,5% sobre o patrimônio. Essas projeções representam reduções de 23% e 20%, respectivamente, em comparação às estimativas anteriores do próprio BTG. Além disso, estão 3% e 14% abaixo das expectativas de mercado.
Para 2026, as previsões também foram ajustadas. O BTG agora estima um lucro líquido de R$ 28,2 bilhões e um ROE de 14,2%, o que ainda está 10% abaixo das expectativas médias do setor.
Agronegócio: o maior entrave para o BBAS3
Embora o cenário macroeconômico influencie, o fator decisivo para o corte nas projeções é a deterioração persistente do setor agrícola. Segundo o BTG, a crise no crédito rural deixou de ser apenas cíclica e passou a demonstrar características estruturais preocupantes. Por consequência, isso impacta diretamente a performance do Banco do Brasil, já que a instituição tem posição de liderança nesse segmento.
Entre os fatores que explicam essa piora mais profunda, o relatório do BTG destaca:
- A possível perda do status de “banco principal” para alguns produtores, o que pode ter rebaixado o BB na ordem de prioridades de pagamento;
- A dependência de armazenagem de grãos feita por terceiros, o que enfraquece o banco na hora de executar garantias;
- A Lei 14.112/20, que permite que produtores solicitem recuperação judicial, bloqueando a execução de garantias hipotecárias;
- A entrada de novos produtores — chamados de “aventureiros” — atraídos pelos altos preços da soja nos últimos anos, muitos dos quais já acionaram a recuperação judicial sem preocupação em manter acesso ao crédito.
Com isso, mesmo que o setor comece a se recuperar, os analistas do BTG acreditam que esse processo ocorrerá de maneira lenta e gradual. Segundo eles, “a deterioração nos resultados vem de elevador, enquanto a recuperação tende a subir pelas escadas”.
O que os investidores devem considerar agora?
Diante desse cenário, a recomendação do BTG permanece neutra. Isso significa que, embora não recomende vender imediatamente as ações do Banco do Brasil, tampouco sugere novos aportes. Os riscos envolvidos, especialmente no crédito rural, tornaram-se mais evidentes e podem continuar pressionando os resultados do banco no curto e médio prazo.
Portanto, para quem possui BBAS3 em carteira, o momento exige atenção redobrada. A nova realidade projetada pelo BTG mostra que o otimismo anterior estava, talvez, superestimado. Como consequência, revisar sua estratégia de investimento se torna fundamental.
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